Amigas do Peito

Mãe escreve sobre as dificuldades (hoje superadas!) em amamentar a filha prematura e um pouquinho preguiçosa…

Minha filha nasceu prematura de 8 meses e teve dificuldades para mamar. Não tinha forças e dormia durante as mamadas. Com isso, perdeu peso além do que normalmente os bebês perdem após o nascimento. Durante 2 meses, tivemos acompanhamento médico semanal no Instituto Fernandes Figueira, no Banco de Leite e, graças a essa orientação, minha filha, hoje com 3 meses e meio, consegue mamar no peito e vem ganhando peso e crescendo bastante.

Foi um período muito difícil e o mais fácil teria sido desistir e apelar para a mamadeira. Com o apoio incondicional de meu marido e sabendo da importância do leite materno no desenvolvimento do bebê, suportamos a tensão e a angústia dessa difícil adaptação à amamentação.

Tivemos que entrar com complemento de leite em pó, porém usando sondinha junto com meu peito, como as que usam as mães adotivas. Assim, minha filha pôde retomar seu crescimento, estimular minha produção de leite e aprender a receber alimento fazendo esforço e não mamando um bico fácil como o de mamadeira.

Durante esse período, aprendi que amamentar não é fácil nem para mãe nem para o bebê: é um cotidiano aprendizado que requer muita paciência, muita doação e muita tranqüilidade. Nunca se fala sobre as dificuldades da amamentação e fica parecendo que só depende da vontade da mãe e que basta beber bastante líquido e descansar que tudo irá fluir facilmente.

Todos os cursos preparatórios para parto não discutem as dificuldades que podem surgir e que são muito freqüentes. Quando nosso bebê nasce e tem esse tipo de dificuldade, ficamos achando que esse problema só acontece conosco, o que nos abala muito emocionalmente e isso afeta a produção de leite.

A realidade me mostrou que ser mãe é muito mais que seguir regras pré-estabelecidas; é entender quem é essa pessoa que depende exclusivamente de mim. E minha filha, superadas as dificuldades iniciais, tem demonstrado ser um pouco preguiçosa para comer; é uma característica dela, além de ser longilínea, nunca será um bebê robusto porque não faz parte de sua compleição física.

Freqüentar a pracinha do bairro tem sido a melhor terapia para mim; a troca de experiências tranqüiliza e aquece o coração. Tenho ouvido muitos depoimentos de pessoas que tiveram com seus filhos os mesmos problemas que minha filha teve e todos sem exceção recorreram à mamadeira e a criança abandonou o peito.

Por isso acho importante divulgar o serviço de atendimento gratuito do Instituto Fernandes Figueira que tanto tem auxiliado mães e filhos nesse delicado momento da vida. Considero uma vitória minha, de meu marido e de minha filha estar amamentando e pretendo continuar até o momento em que ainda for fundamental para o desenvolvimento dela.

Edith Lacerda, mãe da Dora

Parabéns Edith, Dora, família e ao pessoal do IFF! Obrigada por compartilhar essa experiência com tod@s nós!

Amigas do Peito

 Esse post foi publicado de quarta-feira, 14 de janeiro de 2004 às 11:52