Amigas do Peito

Desmame e alimentação complementar

DESMAME

Quem ainda não teve dúvidas acerca do desmame de como ele acontece e de que modo pode ser?

Todas que amamentamos já ouvimos as mais loucas histórias sendo contadas e muitas vezes isto nos assombrou um pouco.

Sendo o desmame um período entre a introdução de qualquer alimento líquido ou pastoso ou sólido  e a interrupção definitiva da amamentação, há muito tempo e muita coisa que acontece neste intervalo.

É recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que se inicie o desmame depois de seis meses de vida de um bebê, pois ele vai apresentar características que antes, por imaturidade, não tinha, por exemplo: sustentar a cabeça, iniciar a saída dos dentes, capacidade de engolir sem colocar a língua para fora expulsando os alimentos, interesse  no que o cerce e “ treinamento” nos sabores do que a família come e que passam pelo leite desde o terceiro mês de vida, além de já sentar com apoio entre outras coisas.

Daí que é importante iniciar o desmame com alimentos conhecidos pelo paladar da mãe e de forma adequada para manter o bebê forte e saudável. Alimentos saborosos, com representantes de todas as categorias, proteínas, amidos, gorduras e líquidos, com sais minerais e vitaminas dos alimentos da época. É recomendável evitar sal e açúcar até, pelo menos, DOIS anos. Se tomarmos os cuidado de não fazer sopinhas ralas e oferecer sabor e consistência aos bebês, eles passarão a se alimentar com apetite e aprender a mastigar sem problemas. Refeições com as outras pessoas da família, fazendo com que a participação neste momento seja um prazer, favorecem não só a digestão de todos como a fortificação dos vínculos familiares. Aos poucos o que acontece é que outros alimentos passam a ocupar os horários das mamadas e, gradativamente, o bebê passa a mamar duas ou três vezes por dia, normalmente antes de dormir e ao acordar.

Alguns bebês mantêm a mamada noturna, que pode ser mais difícil de retirar, principalmente nas mães que trabalham fora, pois aliada à fome está a saudade do contato. Mas o desmame é uma transição ainda no meio da fase matriarcal da relação e, iniciar com colocação de limites carinhosamente apresentados e firmemente mantidos pode ser  uma presença nuclear da fase patriarcal que vem mais adiante na vida de todas as famílias.

 

Alimentação Complementar

 

A Amamentação Exclusiva até seis meses tem seu motivo de ser. É por volta deste período que começam a nascer os dentinhos, que o bebê tem capacidade de sustentar a cabeça numa posição sentada, desaparece o reflexo de expulsão da língua (que faz o bebê “ cuspir” o que se oferece de colher nos meses anteriores).

 

Desde o terceiro mês o bebê percebe os gostos diferentes passados pelo leite da mãe. Estes sabores dependem do que a mãe come, dos temperos, dos hábitos alimentares da família. Tudo isto facilita o bebê a aceitar sua nova comida: a de panela da família.

 

Os cuidados na alimentação complementar são de forma a, sempre que possível, alimentar o bebê junto da refeição familiar para que se sinta participante da refeição. Cuidados para que não se queime nem se machuque com facas ou garfos, que receba alimentos na textura que ele seja capaz de “mastigar”: inicialmente amassado com garfo e depois já em pedacinhos, evitando os alimentos demasiadamente batidos e líquidos.

As ofertas de alimento devem conter frutas legumes verduras e fontes de proteína.

A comida deve ter temperos sem exagero, ser colorida, bonita e saborosa: do tipo que só o cheiro dá água na boca o que dispensa sal e açúcar na comida do bebê. Esta recomendação deve ser seguida ao menos nos dois anos de vida.

 

Por volta do sexto mês o bebê já diminuiu seu reflexo de colocar o alimento para fora com a língua, já começa (muitas vezes) a ter dentinhos, tem capacidade de coordenar os movimentos de mastigação, e sustenta melhor a cabecinha. Tudo isto o prepara para comer comidinhas, raspinhas e mesmo ficar segurando pedaços de frutas para chupar (grandes o suficiente que evitar engasgar).

 

Também por conta deste novo hábito é mais importante manter o costume da “escovação de dentinhos” para remoção de resíduos de alimentos que não leite materno.

Embora haja açúcar no leite materno, a aderência deste alimento aos dentinhos é mínima, o que não ocorre com as papinhas de legumes e frutas, daí a necessidade de se criar o hábito de limpeza após a refeição e de se evitar deixar a criança dormir com comida na boca  (as famosas cáries de mamadeira começam aí).